The Walking Dead:Torn Apart é uma websérie de 6 episódios criada pelo canal AMC. A história, paralela a série, traz como protagonista Hannah, a zumbi que aparece cortada ao meio no primeiro episódio e mostra como ela, antes uma mulher normal, com filhos e um ex-marido, se transformou naquele morto-vivo rastejante.
Em contagem regressiva para a estreia da 3ª temporada de The Walking Dead, assistam agora os 6 websódios, que são bem curtinhos, em HD e legendados. Imperdível!
Como prometido, está pronto o post reeditado, com as mais populares e mais polêmicas mensagens subliminares nas animações da Disney. Ao pesquisar na internet, achei muitas que não passam de puro besteirol, fruto de mentes pra lá de poluídas, mas outras são, inegavelmente, duvidosas, que mostram alusões satânicas e indecências "ocultas" nos filmes aparentemente inocentes e infantis da Disney, que as vezes passam despercebido, mas agora vocês vão ver detalhadamente aqui no MO e descobrir o lado negro da Disney!!! Confiram.
Disney incitando crianças a fazerem sexo?
Essa é uma das mais famosas. Se passar-mos em câmera lenta, da pra ler a palavra “Sex” escrita na poeira em uma cena do filme O Rei Leão. A explicação normalmente aceita é de que as letras formam a sigla "SFX" que designa o grupo responsável pelos efeitos especiais do filme, que queriam deixar sua marquinha no desenho. (qual palavra você acha que realmente está ali?)
Mas fica um pouco difícil de acreditar nesta hipótese, principalmente depois de vermos o poster oficial do filme, no qual o focinho do Rei Leão parece formar uma mulher semi nua de costas.
No cartaz de "A Pequena Sereia" uma das torres do castelo que aparece ao fundo guarda realmente uma semelhança com um pênis. Dizem que o desenho foi feito por um desenhista da Disney que decidiu se vingar ao descobrir que seria despedido. Outra versão diz que o desenho foi feito sem intenção pelo desenhista, que pressionado pelos prazos, fez o desenho as pressas e não percebeu a semelhança com o órgão sexual masculino.(sei...)
Nesta cena do filme Bernardo e Bianca, notamos uma mulher nua na janela lá atras (o que não percebemos na velocidade normal do filme). A Disney reconheceu o caso depois de varias denuncias e polêmicas levantadas por dois sites na internet. Devido a polêmica que estes sites trouxeram a tona, a Disney foi forçada a recolher 3,5 milhões de vídeos em locadoras nos USA. A Disney classificou o caso como brincadeira de um estagiário. Veja vc mesmo o momento em que uma mulher com os seios a mostra aparece:
Disney Satânica?!
No filme Cinderela, de 1950, o nome do gato é Lúcifer (com tantos nomes para botar, porque logo Lúcifer?!?). Cinderela abre a porta do quarto, a luz foca nos olhos do gato que acabara de acordar, e chama: " - Lúcifer, venha aqui".
Logo após esta cena, acontece um diálogo entre a Cinderela e o cachorro (Bruno) que acaba de ter um pesadelo com o gato (Lúcifer). Ela tenta convencer o seu cachorro de que Lúcifer é bom, e diz: "...Lúcifer tem o seu lado bom..." O que poderia causar muitas dúvidas nas crianças, pois quando seus pais a ensinarem que Lúcifer é do mau, elas podem ainda pensar: "Mas Lúcifer tem o seu lado bom...". Como se não bastasse, ela ainda chama o gato Lúcifer, mesmo que ironicamente, de "Vossa Majestade".
Em algumas cenas do filme algumas personagem fazem o simbolo satânico com os dedos:
O mesmo acontece no super clássico filme da Branca de Neve, de 1937, o primeiro longa produzido pela impresa. Numa parte inicial do filme quando branca de neve está a colher flores, o lenhador aproxima-se dela para matá-la e esta, ao tentar proteger-se, faz o simbolo satânico com a mão.
Diante disto o lenhador estremece e ajoelha-se perante ela.
e também no filme a Bela e a Fera...
Em Hércules, uma das minhas animações favoritas da disney, uns afirmam que quando Hades pergunta aos diabinhos como se mata um Deus, aparece Cristo crucificado formado pelas suas maõs.
Assim como o nome do gato lúcifer, a mensagem não é nada oculta nofilme Fantasia de 1940, onde Mickey aparece com um chapéu de feiticeiro com pentagramas e meia-lua, antigos símbolos usados no ocultismo e em rituais satânicos, para os satanistas estes são símbolos para entrar no sobrenatural. O filme termina com o diabo capturando e engolindo várias almas em noite de Halloween, como um ritual satânico.
Assim como o nome do gato lúcifer, a mensagem não é nada oculta nofilme Fantasia de 1940, onde Mickey aparece com um chapéu de feiticeiro com pentagramas e meia-lua, antigos símbolos usados no ocultismo e em rituais satânicos, para os satanistas estes são símbolos para entrar no sobrenatural. O filme termina com o diabo capturando e engolindo várias almas em noite de Halloween, como um ritual satânico.
Pais Ausentes
É simples. Na maioria dos filmes da Disney, se a personagem principal não é órfã de início, sê-lo-á antes de o filme acabar. Se não estão mortos, os pais são inexplicavelmente inexistentes.
A morte ou desaparecimento dos pais permite à personagem crescer, desenvolver-se, dar valor a coisas que não dava antes. É um fato, e é sem dúvida uma lição valiosíssima a dar às crianças. A questão é... será realmente necessário levá-lo ao extremo de o aplicar em praticamente todas as histórias? Não haverá outros caminhos a explorar? Caminhos esses que, quem sabe, pudessem incluir os pais no processo?
O Bambi é talvez o exemplo mais antigo deste fato. Numa das mais chocantes cenas de animação já feitas para crianças, o pequenito perde a mãe quando um caçador a mata. Em O Rei Leão, Simba vê o pai morrer. Em Papuça e Dentuça, a mãe do pequeno raposo Dódó morre logo na primeira cena do filme. O Corcunda de Notre Dame também perde a mãe no início do filme. Os pais de Stitch (Lilo and Stitch) morrem num acidente de carro, e Tarzan, não bastava o rapaz ter visto os pais serem brutalmente comidos por uma chita no início do filme, ainda assistiu à morte a tiros da gorila que o criou.
Nos filmes mais recentes ainda temos o Koda, de Irmão Urso, cuja mãe é morta e o Nemo... que a mãe, coitada, lá se foi também. E o que aconteceu com os pais de Branca de Neve e Cinderela? E as mães de Bela (A Bela e a Fera) e Ariel (A Pequena Sereia)? O Aladdin é órfão. O Mogli foi abandonado e criado por lobos. O Dumbo é arrancado da mãe e não tem pai. A Pocahontas também não tem mãe.
Você pode até pensar "mas isso são só adaptações de histórias que já existiam". Então como explicar os desaparecidos pais dos três sobrinhos de Donald e a mãe inexistente de Max, o filho de Pateta, que não se sabe o porque que é pai solteiro? E os pais do próprio Pateta? e do Mickey? e do Donald, que só tem o Tio Patinhas???
Dizem que Walt Disney tirou a figura materna de quase todos os seus filmes porque ele nunca conseguiu se recuperar da morte de sua mãe, isso contribuiu para que ele tivesse momentos de profunda depressão, num dos quais criou o vídeo do Mickey Suicida, que segundo a lenda, levou pessoas ao suicídio. Fiz um post sobre esse vídeo (clique aqui p/ ver).
Bem, essas foram apenas algumas das mensagens (não mais) ocultas nos filmes da Disney. Eu separei as mais duvidosas e interessantes, porque se você for procurar pelo assunto na internet vai achar inúmeras outras, cuja a maioria não passa de uma descarada forçação de barra e que não fazem o mínimo sentido. Eu acho isso bastante curioso e interessante, mas não acredito muito não, acho que isso é besteira que as pessoas, principalmente os fanáticos religiosos, inventam para não comprar-mos esses filmes e sim DVDs religiosos. Apesar de eu ter ficado impressionadocom o caso real da mulher pelada no filme Bernado e Bianca...
Mas e você, o que achou de tudo isto? Deixe seu comentário ;)
Os clássicos desenhos da Disney trazem sempre histórias emocionantes, com finais felizes e que fascinam crianças e adultos até hoje. Mas a Disney também sabe ser bem sombria quando quer. Estou falando de algumas cenas que chegam a ser assustadoras e por vezes, bem pesadas para um filme infantil, que entram em contraste com as belas e alegres cenas tradicionais do estúdio. Essas cenas podem assustar e traumatizar, não você, que já está crescido, mas sim as criancinhas, principal público alvo desses filmes. Neste post, você vai conferir as cenas mais fortes, pesadas e assustadoras das clássicas animações da Disney!
12. A Alucinação de Dumbo
Os elefantes surgem como o efeito de uma droga. Depois de Dumbo tomar uma água sem saber que nela continha Whisky, ele fica completamente bêbado e tem uma alucinação onde surgem vários elefantes rosas, azuis, amarelos, que dançam, se tranformam e fazem coisas estranhas, ao som de uma canção meio esquizofrênica. Não diria que são "assustadores", mas eles são enlouquecedores! De acordo com a Disney, a intenção da cena na época era manter as crianças longe de bebidas alcoólicas.
11. Música “Hellfire” de 'O Corcunda de Notre Dame'
Numa típica cena musical da Disney, Frollo reza à Maria cantando a música "Hellfire/Fogo do Inferno",onde letras como "Destrua Esmeralda e que ela queime em aflição e arda no inferno/ Deus fez o homem bem mais fraco do que o mal/" demonstram o seu desejo sexual pela cigana Esmeralda em constraste com seu ódio pelo povo dela, clamando para que ela escolha entre ele ou queime no inferno. A música ainda contém um coro de voz cantando em latim, que aparecem na formas de fantasmas sem rostos e encapuzados com uma capa vermelha. Por causa desta música, o filme recebeu uma classificação ''G'' nos Estados Unidos, equivalente a 12 anos por aqui. Confira:
10. Aurora hipnotizada
Uma sombra assustadora surge da fumaça da lareira, toda preta e com malignos olhos brancos destacados. É Malévola, a bruxa perversa, que gera uma bola de luz verde - a única coisa que ilumina o quarto escuro em que Aurora se encontra - e hipnotiza a princesa, levando ela a ferir seu dedo numa roca e cumprir seu terrível destino. A trilha sonora baseada no balé de Tchaikovsky, contribui bastante para a atmosfera sombria da cena.
9. Branca de neve perdida na floresta
Branca de neve se perde na floresta e começa a correr desesperada, em meio a árvores que parecem ter vida, com faces assustadoras e galhos que puxam o seu vestido. A pobre Branca de Neve fica aterrorizada (e as crianças também!). A transformação da madrasta em uma bruxa horrível é tão sombria quanto.
8. O cavaleiro sem cabeça em 'As Aventuras de Ichabod e Sr. Sapo'
À noite, Ichabod, um sujeitinho engraçado, vem cavalgando por uma estrada na floresta completamente sombria, com sons estranhos e árvores assustadoras que causam arrepios. Só isso já seria sinistro o bastante para entrar nesta lista, mas como se não bastasse, um terrível cavaleiro sem cabeça surge, montado em um cavalo negro e armado com um facão na mão; Ele passa a perseguir incansavelmente Ichabod para matá-lo, deixando a situação ainda mais tensa do que já era.
7. Donald insano em 'Mickey e o Pé de Feijão'
Mickey, Donald e Pateta constituem uma família extremamente pobre que não tem nem o que comer. Enfurecido de fome, Donald não quer mais saber de dividir um pequeno feijão em três partes como faziam, e decidi pegar o seu machado para matar uma pobre vaquinha afim de comê-la. Vemos um Donald completamente perturbado com olhos vermelhos querendo dar uma machadada na vaquinha que fica desesperada de medo. Ele teria matado-a sem dó se Mickey e Pateta não tivessem impedido.
6. Amigo de Pinóquio se transformando em burro
A cena em questão se passa na Pleasure Island, uma ilha cheia de guloseimas e tentações. Lá, Pinóquio, junto com outro menino, se embebedam e fumam! Porém, a ilha contém uma maldição: transformar meninos burros em jumentos de verdade, para serem vendidos para minas de sal ou circos. Pinóquio assisti o seu amigo se transformar num burro, que esperneia e dá coices desesperadamente, gritando "socorro, socorro!" e depois "mamãe, mamãe!". É uma cena perturbadora! Note que Pinóquio coloca a caneca de cerveja de lado, em seguida ele joga fora o charuto de tanto pavor, então depois é a vez dele se transformar. Antes disso uma criança em forma de burro chora que quer a mãe, o homem mau então percebe que ele ainda fala e o joga de volta para o cercado, em meio a várias outras criancinhas que também se transformaram em jumentos. Meio traumatizante para as crianças que assistem, não?
5. A morte da mãe de Bambi
A morte da mãe de Bambi é um momento obscuro por excelência. Ela morre no meio do filme, horrivelmente, depois de termos a chance de conhecê-la, depois de a vermos criar Bambi e ensinar-lhe os caminhos da floresta.
Um inverno rigoroso segue um verão escasso, e, um dia, quando estão no prado, ela sente o perigo: há caçadores na floresta. A mãe pede que Bambi corra sem olhar pra trás e enquanto ele corre, de repente ouvimos um tiro; E apesar de não vermos sua mãe baleada é muito comovente o momento em que Bambi, ao chegar com segurança ao mato, se vira alegremente dizendo: “Conseguimos, mamãe”, mas não há ninguém além dele. Sozinho, neve caindo, ele procura por sua mãe na floresta, gritando "Mamãe, mamãe!", mas só há silêncio. Põe tristeza nisso.
4. A morte de Mufasa em 'O Rei Leão'
A morte do Rei Mufasa foi a primeira morte nos filmes da Disney assistida pelo público. Houve outros filmes anteriores em que o assunto estava presente, como em Bambi, mas a platéia nunca tinha visto o personagem morrer na sua frente. Muitas crianças tiveram seu primeiro contato com a morte através da cena mais triste de O Rei Leão, em que Mufasa está pendurado, para não cair e ser pisoteado por uma manada que passava velozmente abaixo dele, e pede para o seu irmão Scar ajudá-lo, mas este, friamente, diz: "Vida longa ao rei" e arranha as mãos de Mufasa para ele cair, matando o próprio irmão cruelmente. O vilão ainda coloca a culpa no sobrinho Simba, o leãozinho filho de Mufasa, que começa a chorar sob o braço morto de seu pai.
3. A morte de Clayton em 'Tarzan'
Neste ponto do filme, as motivações de Clayton são claras. Ele planeja capturar gorilas e vendê-los na Inglaterra, uma tarefa muito mais fácil com Tarzan fora do caminho.
Clayton atira em Kerchak, uma ferida fatal, e Tarzan vai atrás de um Clayton maníaco ao longo da floresta tropical. Depois de algumas dificuldades, Tarzan consegue apontar a arma de Clayton contra sua garganta. Clayton desafia Tarzan a matá-lo, dizendo-lhe para ser um homem. Ao invés disso, Tarzan destrói a arma, jogando-a no chão da floresta. Clayton puxa seu facão e segue Tarzan segurando-se em vinhas, muitas delas começam a se embaraçar em seu corpo e ele, ancioso para matar Tarzan, começa a sair cortando todas as vinhas que o atrapalham. Clayton corta todas as vinhas, exceto uma contra o seu pescoço. Há uma queda curta e uma parada repentina. Contra um relâmpago, há a sombra de Clayton sem vida, pendurado e enforcado. Dramático.
2. Rei de Chifres em 'Caldeirão Mágico'
Apesar de não ser muito conhecido, este é considerado o filme animado mais obscuro da Disney, principalmente por causa do vilão Rei de Chifres. Modelado à lá Satanás em ambos temperamento e aparência, o Rei de Chifres era uma figura do mal implacável. Sob o seu manto escuro, ele não era nada mais que um esqueleto com chifres, brilhantes olhos vermelhos e uma voz demoníaca. Complete isso com um assustador castelo em ruínas cheio de cadáveres apodrecidos, um calabouço onde Taran está no início do filme, uma adega úmida onde o Caldeirão nasceu das águas e pronto: como um todo, O Caldeirão Mágico tá mais para um filme de terror disfarçado de animação.
1. Chernabog capturando almas em 'Fantasia'
Quando o relógio bate meia noite, o diabo 'Chernabog' (feito a partir dos movimentos do astro do terror Bela Lugosi, o mais famoso intérprete do "Drácula") surge e, em meio a um fogarel infernal, ele captura almas e atira outras ao fogo, depois há um close assustador em seus olhos malignos, isso tudo ao som de uma música muuuito sinistra. Reparem também que em certas cenas o fogo é formado por mulheres nuas e é possível ver os seios das demônias quando elas voam em direção a tela. Tudo só termina depois que o sol nasce e um coro de voz caminha para uma catedral na floresta, cantando ''Ave Maria''. Sem dúvida a cena mais pesada e impactante dos filmes da Disney, que mais parece ter sido tirada de um filme de terror!
Sim, eu modifiquei o post. Além de pôr os vídeos das cenas, eu adcionei à lista os momentos da morte da mãe de Bambi e de Mufasa, que vocês tanto falaram nos comentários, com isso eu tive que alterar a lista de 10 cenas para 12 cenas. Sim, também mudei o título do post. Problems?? [Atualizado em 20/07/2012]
Vocês, caros leitores, que acompanham este blog, já devem ter percebido que eu sou um grande fã de zumbis. Quero logo que aconteça o apocalipse zumbi para eu sair por aí com uma cartucheira na mão estourando miolos e tentando sobreviver. Mesmo que este dia ainda não tenha chegado, isto não é motivo para que os zumbis não sejam o assunto do momento. Nos games eles sempre foram nossos melhores inimigos, há décadas eles infectam o cinema, invadiram as HQs, o livro de Max Brooks sobre zumbis, “Guerra Mundial Z”, vai virar filme com Brad Pitt e mais do que nunca, estão bombando com a estréia da 2ª temporada da série The Walking Dead.
Os zumbis estão por toda parte, ATIREM NA CABEÇA!!!
Então quando estes seres devoradores de carne humana tomarem as ruas, nada de pânico. Esse guia de sobrevivência explica passo a passo a melhor forma de agir durante o apocalipse zumbi. Leia atentamente e evite que seu cérebro vire ração de morto-vivo!
1. Como tudo indica que uma epidemia zumbi é inevitável, fique sempre atento ao noticiário, é importante que você não seja pego de surpresa. Policial atacado por cidadão desfigurado? Mortes estranhas envolvendo mordidas? É um sinal de que o caos já está começando.
2. Confirmado o surto, não perca tempo. Corra para o supermercado e garanta seus suprimentos. Compre o máximo de água engarrafada, remédios, lanternas, pilhas e comida enlatada ou qualquer coisa pronta que você possa carregar por aí como salgadinhos e biscoitos. Se eu fosse você, comprava algumas bebidas energéticas também, pois você vai ter que ter disposição pra correr bastante. Ponha tudo em uma mochila individual.
3. Não fique trancado em casa. Os zumbis sentirão o cheiro de carne fresca e, se não invadirem a casa, logo ela estará completamente rodeada de mortos-vivos e você vai ficar preso lá dentro, sem saída.
4. Entre num carro e caia na estrada, assim você poderá ir aonde quiser e qualquer coisa é só sair atropelando qualquer zumbi que aparecer na sua frente. Só não se esqueça de encher o tanque e também algumas garrafas pet só para garantir, porque se o carro der prego, você não estará protegido dentro do veículo, mesmo que ele esteja todo trancado, porque os zumbis são muito fortes e podem quebrar fácilmente os vidros das janelas do veículo.
5. Tome cuidado para não ser mordido ou mesmo arranhado por um zumbi. Se isso acontecer, eles te infectarão também e, a menos que ampute rapidamente o membro infectado, mais cedo ou mais tarde você se tornará um deles.
6.Zumbis já estão mortos. O coração não pulsa e nem um órgão trabalha. Por isso não adianta atirar no peito ou desmembra-lo, você só vai perder tempo e munição. Ele ainda vai continuar indo pra cima de você. A única forma de eliminar um zumbi é destruindo o seu cérebro, a única coisa ainda ativa em seus corpos mortos, ou seja, dê um tiro na cabeça deles!Mas não é fácil acertar um tiro desses. Caso você seja ainda inexperiente e esteja com balas sobrando, mire primeiro nas pernas e quando ele cair, aí sim, desfira o tiro fatal no crânio.
7. Arme-se. Compre armas de fogo, e garanta o máximo de munição possível. A melhor arma para eliminar zumbis é a cartucheira (shotgun, para os gamers). Um tiro dessa arma dispara várias balas que se espalham e fica mais fácil explodir a cabeça deles.
8. Não tem armas de fogo? Calma, nem tudo está perdido.Além de atirar na cabeça você também pode separá-la do corpo. Então leve sempre consigo um facão ou machado. Vai ter que chegar um pouco mais perto para decapitá-los, mas pelo menos não corre o risco de ficar sem munição e atrair ainda mais zumbis com o barulho do disparo.
9. Não tente matar um zumbi com fogo. Vai demorar até que as chamas queimem totalmente o cérebro do morto e pior do que zumbis correndo atrás de você só zumbis em chamas correndo atrás de você. Apesar de todas essas dicas, a principal é que você precisa ser inteligente, mané!
10. Se der de cara com algum zumbi, não gaste munição à toa. Lembre-se de que eles são lentos (espero que sejam) e a melhor opção é sempre fugir.
11. Fique em áreas abertas, livre de ficar encurralado por uma vulca de mortos-vivos, se isso acontecer você está ferrado, pois não vai conseguir matar todos antes que pelo menos um deles lhe morda.
12. Se algum parente seu for mordido, não hesite em matá-lo. Não interessa se é pai, mãe, irmão ou melhor amigo, daqui a algumas horas ele vai ser só mais um cadáver ambulante que vai querer devorar você e pode lhe pegar desprevenido. Por isso, se quiser continuar com o seu cérebro, esqueça o coração. Feche os olhos e atire!
13. Como eu disse antes, não tenha pena de ninguém e não dê uma de herói. Não queira salvar ninguém. Pelo contrário, você pode até matar um amigo para alimentar os zumbis e distrai-los para você poder fugir, como o Shane fez em The Walking Dead. (oops, spoilers. Foi mau :)
Este foi o guia de sobrevivência que eu preparei para vocês caso o meu sonho se realize (só eu quero que aconteça o apocalipse zumbi?). Parece bobagem agora, mas um dia você vai se agradecer por ter lido este post.
[Atualizado] como vocês já devem estar sabendo (ou não), uma onda de ataques canibais está acontecendo nos EUA, devido a popularização de uma nova droga chamada Sais de Banho. Já foram 4 ataques canibais envolvendo esta droga em 3 semanas!! O Apocalipse zumbi começou...clique aqui para saber mais.
O homem senta em sua cadeira, acende um cigarro e olha a sua volta. O quarto estava imundo, as paredes que um dia foram brancas agora estavam de uma cor entre o bege e marrom e estavam também todas descascadas. O piso não podia ser visto, pois uma camada gosmenta de lama e sangue o cobria completamente. Os móveis eram poucos. Uma cama, onde se encontrava o corpo de uma jovem em um estado que faria o estomago de qualquer pessoa normal virar ao avesso. Um criado mudo de metal onde encontravam-se alguns instrumentos cirúrgicos e vidros marrons cujo o conteúdo não se pode dizer o que é. Um pequeno frigobar que ao abrir-se se mostrava cheio de órgãos humanos, possivelmente retirados da jovem morta na cama ou de alguma de suas outras vitimas. Um fogão velho que um dia foi azul, mas agora mostra somente a ferrugem adquirida com o tempo. Tinha uma panela preta e suja em cima que mais cedo serviu para cozinhar um daqueles órgãos e para mais tarde outro. E por último uma pequena mesa onde o único adorno era o cinzeiro dourado, velho e amassado. Em uma das extremidades da mesa ficava uma cadeira onde o psicopata estava sentando dando tragos longos em seu cigarro. De trás da mesa uma janela de vidro tão sujo que não se podia ver o que havia lá fora.
Ele esta cansado daquela sujeira, cansado do cheiro, não que o cheiro de carne humana, sangue e cigarro o dessem náusea, não, ele esta cansado da pobreza, da miséria em que ele vivia desde que nascera. Mas ele sabia que um dia isso iria mudar, pois havia feito um pacto com o diabo e a hora de seu pagamento estava por vir. Ele já tem tudo tramado em sua cabeça louca, iria enganar o diabo de maneira que ele jamais conseguiria sua alma.
“Onde esta você maldito?” – rosnou.
Quando mal tinha acabado de pronunciar as palavras uma mão lhe toca o ombro. Estranhamente ele não se assusta e o homem que havia tocado seu ombro caminha lentamente para sua frente. Os passos deste homem soam como terremotos e sua mão é tão quente como o fogo. Já frente a frente, o psicopata o inspeciona. Sempre que os dois se encontravam ele se espantava com a elegância impecável do homem, se é que se pode chamar o diabo assim. De terno preto, camisa vermelha e gravata preta. O cabelo bem penteado, e com gel, dentes brilhantes e sorriso carismático, acredite ou não. Ele parecia um desses vendedores que batem na nossa porta vendendo aspiradores, desses vendedores tão bons que conseguiria vender água benta a um padre, só que nesse caso ele não vendia e sim comprava. Comprava algo de temos de mais valioso, a alma.
“Já estava na hora. Achei que você não iria aparecer nunca.” – diz o psicopata.
“Você tinha que provar seu valor antes de receber sua recompensa, o que você fez muito bem. Espalhou o terror, torturou, matou, violou, destruiu famílias, corrompeu dezenas de homens e mulheres, sem contar com seu gosto peculiar por carne de jovens adolescentes.” – respondeu o diabo olhando para cama. “A hora de seu pagamento chegou, escolha o que quiser e quando a hora chegar, sua alma será minha.”
“Eu quero ser rico, muito rico e quero viver para sempre.” – diz o psicopata encarando o diabo para ver sua reação.
“Então seu plano é esse, viver para sempre. E a minha alma?” – pergunta o diabo sem mudar o tom de voz ou sem apagar o sorriso do rosto.
“Você me disse que era qualquer coisa, essa é a minha escolha. Passei toda minha vida fazendo o que você mandou agora cumpra sua parte do trato.” – diz ele esmurrando a mesa.
O diabo coloca a mão na mesa e arrasta um papel com o dedo indicador até o psicopata. Este por sua vez olha com olhos brilhantes o papel. Era um bilhete de loteria, que naquela semana teria um prêmio gigantesco. Ele pega o bilhete e o coloca contra a pouca luz vinda da janela e o examina. Na frente uma seqüência de seis números e atrás seu nome e sua assinatura.
“Obrigado.” – diz o psicopata com a voz tremula, mostrando-se emocionado. “E a imortalidade?”
“Feito também. Agora você é rico e imortal.” – responde o diabo que agora não tinha mais aquele sorriso carismático, mas um sorriso sínico e perverso.
“Acho que agora é adeus então.” – diz o psicopata sorrindo.
“Adeus não, aodiabo.” – responde o diabo dando uma gargalhada ensurdecedora e desaparecendo.
Anos se passaram, o psicopata esta vivendo a vida que sempre quis. Mansões, carros, viagens, mulheres vivas ou mortas. Tudo o que sempre sonhara agora era sua realidade. Como ele se considerava um homem de palavra continuava fazendo o que havia tratado com o diabo, porém agora espalhava o terror em escala maior. Um homem com dinheiro e influencia poderia não somente matar indivíduos para satisfazer seu paladar, mas também prejudicar a sociedade em geral. Ele era um homem mau, lúcifer não havia corrompido aquele homem, ele já nasceu com a alma podre e má. Agora com poder nas mãos a diversão era muito maior.
Acompanhado de quatro moças lindas e de caráter duvidoso, ele entra em seu helicóptero rumo a sua casa de luxo ao topo de uma montanha onde passaria alguns dias se divertindo. Quando estivesse cansado, faria sua refeição principal e deixaria a casa sozinho.
Algumas horas mais tarde, o grupo estava dentro do jacuzzi rodeado de um jardim maravilhoso, já bêbados e drogados e esquecidos do mundo lá fora. Algo chama a atenção deles. Um barulho alto, vindo de baixo da terra, um barulho que aumenta rapidamente. A terra começa a tremer e quando eles tentam sair da banheira seus corpos são arremessados longe um do outro. O psicopata se vê fora dos arredores da casa para baixo da montanha e quando ele olha para cima, vê uma enorme rocha caindo em sua direção. Sem tempo de reagir a rocha o acerta sua perna na altura do joelho separando a parte inferior do membro do resto do corpo. Sua boca se abre para gritar, mas o barulho é abafado por toneladas de terra lhe calam. Na tentativa de respirar ele engole parte da terra. Seus pulmões ardem de agonia na falta de oxigênio, cada músculo de seu corpo dói como se estivessem sendo rasgados, seus olhos parecem querer saltar das órbitas. Sufoco, dor, claustrofobia são apenas umas palavras para descrever a sensação de desconforto dele. Aquilo era sofrimento simples e puro e ele sabia que tinha sido arquitetado pelo diabo. Mas e seu acordo?
“Vou morrer, o desgraçado não cumpriu sua promessa.” – pensou com ódio.
Sua agonia não terminava e a este momento ele já estava implorando para morrer. Ele mal termina de pensar a imagem de lúcifer lhe vem a cabeça. Eles se olham e o diabo sorri aquele sorriso sínico e perverso que vestia da última vez que se viram.
“Eu cumpri minha promessa sim.” – responde lúcifer. “Quem disse que você vai morrer? Você vai passar a eternidade aqui, enterrado vivo, sentindo dor, fome e claro a falta de ar. Quando você faz um pacto com o diabo, você vai pro inferno, de um jeito ou de outro.” – e desapareceu.
Deixe-me começar dizendo que Peter Terry
era viciado em heroína. Nós éramos amigos na faculdade e continuamos sendo após
eu ter me formado. Note que eu disse "eu". Ele largou depois de 2
anos mal feitos. Depois que eu me mudei do dormitório para um pequeno
apartamento, não via Peter com muita frequência. Nós costumávamos conversar
online as vezes (AIM era o rei na época pré-facebook). Houve um tempo que ele
não ficou online por cinco semanas seguidas. Eu não estava preocupado. Ele era
um notável viciado em cocaína e drogas em geral, então eu assumi que ele apenas
parou de se importar. Mas então, uma noite, eu o vi entrando. Antes que eu
pudesse começar uma conversa, ele me mandou uma mensagem.
“David, cara, nós precisamos conversar.”
Foi quando ele me disse sobre a Casa sem Fim. Ela tinha esse nome, pois ninguém
nunca alcançou a saída final. As regras eram bem simples e clichês: chegue na
saída final e você ganha 500 dólares, nove cômodos no total. A casa estava
localizada fora da cidade, aproximadamente 7 km da minha casa. Aparentemente
ele tentou e falhou. Ele era viciado em heroína e sabe lá em mais o que, então
eu imaginei que as drogas tinham feito ele se defecar todo por causa de um
fantasma de papel ou algo assim. Ele me disse que seria demais pra qualquer um.
Que não era normal. Eu não acreditei nele. Por que eu deveria? Eu disse a ele
que iria checar isso na outra noite, e não importava o quanto ele tentasse me
fazer não ir, 500 dólares soava bom demais pra ser verdade, eu precisava
tentar. Fui à noite seguinte. Isso foi o que aconteceu.
Quando eu cheguei, imediatamente notei algo
estranho sobre a casa. Você já viu ou leu algo que não deveria te assustar, mas
por alguma razão te gelava a espinha? Eu andei através da construção e o sentimento de mal estar apenas aumentou
quando eu abri a porta da frente.
Meu coração desacelerou e soltei um suspiro aliviado assim que entrei. O cômodo
parecia como uma entrada de um hotel normal decorada para o Halloween. Um sinal
foi colocado no lugar onde deveria ter um funcionário. Lia-se "Quarto um
por aqui. Mais oito a seguir. Alcance o final e você vence!" Eu ri e fui
para a primeira porta.
A primeira área era quase cômica. A decoração lembrava a cor redor
de Halloween de um K-Mart,
cheia de fantasmas de lençol e zumbis robóticos que soltavam um grunhido
estático quando você passava. No outro lado tinha uma saída, a única porta além
da qual eu entrei. Passei através das falsas teias de aranha e fui para o
segundo quarto.
Fui recebido por uma névoa assim que abri a porta do segundo quarto. O quarto
definitivamente apostou alto nos termos de tecnologia. Não havia apenas uma
máquina de fumaça, mas morcegos pendurados pelo teto e girando em círculos.
Assustador. Eles pareciam ter em algum lugar da sala, uma trilha sonora em loop
de Halloween que qualquer um
encontra em uma loja de R$1,99. Eu não vi um rádio, mas imaginei que eles
tenham usado um sistema de PA. Eu pisei em cima de alguns ratos de brinquedo
com rodinhas e andei com o peito inchado para a próxima área. Eu alcancei a
maçaneta e meu coração parou. Eu não queria abrir essa porta. O sentimento de
medo bateu tão forte que eu mal conseguia pensar. A lógica voltou depois de
alguns momentos aterrorizantes, e eu abri a porta e entrei no próximo cômodo.
No quarto 3 foi quando as coisas começaram a mudar.
A primeira vista, parecia como um quarto normal. Havia uma cadeira no meio do
quarto com piso de madeira. Uma lâmpada no canto fazia o péssimo trabalho de
iluminar a área, e lançava algumas sombras sobre o chão e as paredes. Esse era
o problema. Sombras. Plural. Com a exceção da cadeira, havia outras. Eu mal
tinha entrado e já estava apavorado. Foi naquele momento que eu soube que algo
não estava certo. Eu nem sequer pensava quando automaticamente tentei abrir a
porta de qual eu vim. Estava trancada pelo outro lado.
Isso me deixou atormentado. Alguém estava trancando as portas conforme eu
progredia? Não havia como. Eu teria ouvido. Seria uma trava mecânica que
fechava automaticamente? Talvez. Mas eu estava muito assustado pra pensar. Eu
me voltei para o quarto e as sombras tinham sumido. A sombra da cadeira permaneceu,
mas as outras se foram. Comecei a andar lentamente. Eu costumava alucinar
quando era criança, então eu conclui que as sombras eram um produto da minha
imaginação. Comecei a me sentir melhor assim que fui para o meio da sala. Olhei
para baixo enquanto andava, e foi aí que eu vi. A minha sombra não estava lá.
Eu não tive tempo para gritar. Corri o mais rápido que pude para a outra porta
e me atirei sem pensar no próximo quarto.
O quarto cômodo foi possivelmente o mais perturbador. Assim que eu fechei a
porta, toda a luz pareceu ser sugada para fora e colocada no quarto anterior.
Eu fiquei ali, rodeado pela escuridão, e não conseguia me mexer. Não tenho medo
do escuro, e nunca tive, mas eu estava absolutamente aterrorizado. Toda a minha
visão tinha me deixado. Eu ergui minha mão na frente do meu rosto e se eu não
soubesse que tinha feito isso, nunca seria capaz de contar. Não conseguia ouvir
nada. Estava um silêncio mortal. Quando você está em uma sala à prova de som,
ainda é capaz de se ouvir respirar. Você consegue ouvir a si mesmo estar vivo.
Eu não podia. Comecei a tropeçar depois de alguns momentos, a única coisa que
eu podia sentir era meu coração batendo rapidamente. Não havia nenhuma porta à
vista. Eu não tinha nem sequer certeza se havia uma porta mesmo. O silêncio foi
quebrado por um zumbido baixo.
Senti algo atrás de mim. Vire-me bruscamente, mas mal conseguia ver meu nariz.
Mas eu sabia que era lá. Independentemente do quão escuro estava, eu sabia que
tinha algo lá. O zumbido ficou mais alto, mais perto. Parecia me cercar, mas eu
sabia que o que quer que estivesse causando o barulho, estava na minha frente,
se aproximando. Dei um passo para trás, eu nunca tinha sentido esse tipo de
medo. Eu realmente não consigo descrever o verdadeiro medo. Não estava nem com
medo de morrer, mas sim do modo que isso ia acontecer. Tinha medo do que a
coisa reservara para mim. Então as luzes piscaram por menos de um segundo e eu
vi. Nada. Eu não vi nada e eu sei que eu não vi nada lá. O quarto estava novamente
mergulhado na escuridão, e o zumbido era agora um guincho selvagem. Eu gritei
em protesto, não conseguiria ouvir o barulho por mais um maldito minuto. Eu
corri para trás, longe do barulho, e comecei a procurar pela maçaneta. Virei-me
e cai dentro do quarto 5.
Antes que eu descreva o quarto 5, você deve entender algo. Eu não sou um
viciado. Nunca tive história de abuso de drogas ou qualquer tipo de psicoses
além das alucinações na minha infância que eu já mencionei, e elas eram apenas
quando eu estava realmente cansado ou tinha acabado de acordar. Eu entrei na
Casa sem Fim limpo.
Depois de cair do quarto anterior, minha visão do quinto quarto foi de costas,
olhando pro teto. O que eu vi não me assustou, apenas me surpreendeu. Árvore
tinha crescido no quarto e se erguiam acima da minha cabeça. O teto desse
quarto era mais alto que os outros, o que me fez pensar que eu estava no centro
da casa. Me levantei do chão, me limpei e olhei ao redor. Era definitivamente o
maior quarto de todos. Eu sequer conseguia ver a porta de onde eu estava, os
vários arbustos e árvores devem ter bloqueado a minha linha de visão da saída.
Nesse momento eu notei que os quartos estavam ficando mais assustadores, mas
esse era um paraíso em comparação ao último. Também assumi que o que estava no
quarto quatro ficou lá. Eu estava incrivelmente errado.
Conforme eu andava, comecei a ouvir o que se poderia ouvir em uma floresta, o
barulho dos insetos se movendo e dos pássaros voando pareciam ser as minhas
únicas companhias nesse quarto. Isso foi o que mais me incomodou. Eu podia
ouvir os insetos e os outros animais, mas não conseguia vê-los. Comecei a me
perguntar quão grande essa casa era. De fora, quando eu caminhei até ela,
parecia como uma casa normal. Era definitivamente na maior parte da casa, já
que tinha quase uma floresta inteira. A abóbada cobria minha visão do teto, mas
eu assumi que ele ainda estava lá, por mais alto que fosse. Eu também não via
nenhuma parede. A única maneira que eu sabia que ainda estava dentro da casa
era por causa do chão compatível com o dos outros quartos, pisos escuros de
madeira. Continuei andando na esperança que a próxima árvore que eu passasse
revelaria a porta. Depois de alguns momento de caminhada, senti um mosquito no
meu braço. O espantei e continuei. Um segundo depois, senti cerca de dez mais
deles em diferentes lugares da minha pele. Senti-os rastejarem para cima e para
baixo nos meus braços e pernas, e algum deles foram para o meu rosto. Eu me
agitava freneticamente para espantá-los mas eles continuavam rastejando. Eu
olhei para baixo e soltei um grito abafado, mais um ganido, para ser honesto.
Eu não vi um único inseto. Nenhum inseto estava em mim, mas eu conseguia
senti-los. Eu ouvia eles voando pelo meu rosto e picando a minha pele, mas não conseguia
ver um único inseto. Me joguei no chão e comecei a rolar descontroladamente. Eu
estava desesperado. Eu odiava insetos, especialmente os que eu não conseguia
ver ou tocar. Mas eles conseguiam me tocar, e estavam por toda parte.
Eu comecei a rastejar. Não tinha ideia para onde estava indo, a entrada não
estava a vista, e eu ainda não tinha visto a saída. Então eu apenas rastejei,
minha pele se contorcendo com a presença desses insetos fantasmas. Depois do
que pareceu horas, eu achei a porta. Agarrei a árvore mais próxima e me apoiei
nela, eu dava tapas nos meus braços e pernas, sem sucesso. Tentei correr mas
não conseguia, meu corpo estava exausto de rastejar e lidar com o que quer que
estivesse no meu corpo. Eu dei alguns passos vacilantes até a porta, me
segurando em cada árvore para me apoiar. Estava a poucos passos da porta quando
eu ouvi. O zumbido baixo de antes. Estava vindo do próximo quarto, e era mais
profundo. Eu podia quase senti-lo dentro do meu corpo, como quando você está do
lado de um amplificador em um show. O sensação dos insetos em mim diminuiu
quando o zumbido ficou mais alto. Assim que eu coloquei a mão na maçaneta, os
insetos se foram completamente, mas eu não conseguia girar a maçaneta. Eu sabia
que se eu soltasse, os insetos voltariam, e eu não voltaria para o cômodo
quatro. Eu apenas fiquei ali, minha cabeça pressionada contra a porta marcada
6, minha mão trêmula segurando a maçaneta. O zumbido era tão alto que eu não
conseguia nem me ouvir fingir pensar. Eu não podia fazer nada além de
prosseguir. O quarto 6 era o próximo, e ele era o inferno.
Fechei a porta atrás de mim, meus olhos fechados e meus ouvidos zunindo. O
zumbido me rodeava. Assim que a porta fechou, o zumbido se foi. Abri meus olhos
e a porta que eu fechei sumira. Era apenas uma parede agora. Olhei em volta em
choque. O quarto era idêntico ao terceiro, a mesma cadeira e lâmpada, mas com a
quantidade de sombras corretas dessa vez. A única real diferença é que a porta
de saída, e a que eu vim, tinham sumido. Como eu disse antes, eu não tinha
problemas anteriores nos termos de instabilidade mental, mas no momento eu
sentia como se estivesse louco. Eu não gritei. Não fiz um som. No começo eu
arranhei suavemente. A parede era resistente, mas eu sabia que a porta estava lá,
em algum lugar. Eu apenas sabia que estava. Arranhei onde a maçaneta estava.
Arranhei a parede freneticamente com ambas as mãos, minhas unhas começaram a
ser lixadas pela parede. Cai silenciosamente de joelho, o único som no quarto
era o incessante arranhar contra a parede. Eu sabia que estava lá. A porta
estava lá, eu sabia que estava apenas lá, sabia que se eu pudesse passar pela
parede-
"Você está bem?"
Pulei do chão e me virei rapidamente. Me encostei contra a parede atrás de mim
e vi o que falou comigo, e até hoje eu me arrependo de ter me virado.
A garotinha usava um vestido branco que descia até seus tornozelos. Ela tinha
longos cabelos loiros que desciam até o meio das suas costas, pele branca e
olhos azuis. Ela era a coisa mais assustadora que eu já tinha visto, e eu sei
que nada na vida será tão angustiante como o que eu vi nela. Enquanto eu a
olhava, eu via a jovem menina, mas também via algo mais. Onde ela estava eu vi
o que parecia com um corpo de um homem maior do que o normal e coberto de pelos.
Ele estava nu da cabeça ao dedão do pé, mas sua cabeça não era humana, e seus
pés eram cascos. Não era o diabo, mas naquele momento poderia muito bem ter
sido. Sua cabeça era a cabeça de um carneiro e o focinho de um lobo. Era
horrível, e era como a menininha a minha frente. Eles tinham a mesma forma. Eu
não consigo realmente descrever, mas eu via os dois ao mesmo tempo. Eles
compartilhavam o mesmo lugar do quarto, mas era como olhar para duas dimensões
separadas. Quando eu olhava a menina, eu via a coisa, e quando eu olhava a
coisa, eu via a menina. Eu não conseguia falar. Eu mal conseguia ver. Minha
mente estava se revoltando contra o que eu tentava processar. Eu já tive medo
antes na minha vida, e eu nunca tinha estado mais assutado do que quando fiquei
preso no quarto 4, mas isso foi antes do sexto. Eu apenas fiquei ali, olhando
para o que quer que fosse que falou comigo. Não havia saída. Eu estava preso lá
com aquilo. E então ela falou de novo.
"David, você deveria ter ouvido"
Quando aquilo falou, eu ouvi palavras da menina, mas a outra coisa falou atrás
da minha mente numa voz que eu não tentarei descrever. Não havia nenhum outro
som. A voz apenas continuava repetindo a frase de novo e de novo na minha
mente, e eu concordei. Eu não sabia o que fazer. Estava ficando louco e ainda
assim eu não conseguia tirar os olhos do que estava na minha frente. Cai no
chão. Pensei que tinha desmaiado, mas o quarto não deixaria isso acontecer. Eu
apenas queria que isso terminasse. Eu estava de lado, meus olhos bem apertos e
a coisa olhando pra mim. No chão na minha frente estava correndo um dos ratos
de brinquedo do segundo quarto. A casa estava brincando comigo. Mas por alguma
razão, ver esse rato fez a minha mente voltar de onde quer que ela estivesse, e
olhar ao redor do quarto. Eu sairia de lá. Estava determinado a sair daquela
casa e nunca mais pensar sobre ela novamente. Eu sabia que esse quarto era o
inferno e não estava pronto para ficar lá. No começo apenas meus olhos se
moviam. Eu procurava nas paredes por qualquer tipo de abertura. O quarto não
era muito grande, então não demorou muito para que eu checasse tudo. O demônio
continuava zombando de mim, a voz cada vez mais alta como a coisa parada lá.
Coloquei minha mão no chão e fiquei de quatro, e voltei a explorar a parede
atrás de mim. Então eu vi algo que eu não podia acreditar. A coisa estava agora
diretamente nas minhas costas, sussurrando como eu não deveria ter vindo. Eu
senti sua respiração na minha nuca, mas me recusei a me virar. Um grande retângulo
foi riscado na madeira, com um pequeno entalhe no meio dele. E bem em frente
aos meus olhos eu vi um 7 que eu tinha inconscientemente feito na parede. Eu
sabia o que era. Quarto 7 estava bem onde o quarto 5 estava a momentos atrás.
Eu não sabia como eu tinha feito aquilo, talvez tenha sido apenas o meu estado
no momento, mas eu tinha criado a porta. Eu sabia que tinha. Na minha loucura
eu tinha riscado na parede o que eu mais precisava, uma saída para o próximo
quarto. O quarto 7 estava perto. Eu sabia que o demônio estava bem atrás de
mim, mas por alguma razão, ele não conseguia me tocar. Fechei meus olhos e
coloquei ambas as mãos no grande 7 na minha frente. E empurrei. Empurrei o mais
forte que pude. O demônio agora gritava nos meus ouvidos. Ele e dizia que eu
nunca iria embora. Me dizia que esse era o fim, mas que eu não iria morrer, eu
iria ficar lá no quarto 6 com ele. Eu não iria. Empurrei e gritei com todo o
meu fôlego. Eu sabia que alguma hora eu iria atravessar a parede. Cerrei meus
olhos e gritei, e então o demônio se foi. Eu fui deixado no silêncio. Me virei
lentamente e fui saudado com o quarto estando como estava quando eu entrei,
apenas uma cadeira e uma lâmpada. Eu não podia acreditar nisso, mas não tive
tempo de me habituar. Me virei para o 7 e pulei levemente para trás. O que eu
vi foi uma porta. Não a que eu tinha riscado lá, mas uma porta normal com um
grande 7 nela. Todo o meu corpo tremia. Me levou um tempo para girar a
maçaneta. Eu apenas fiquei lá, parado por um tempo, encarando a porta. Eu não
podia ficar no quarto 6, não podia. Mas se isso foi apenas o quarto 6, não
conseguia imaginar o que me aguardava no 7. Devo ter ficado lá por uma hora,
apenas olhando para o 7. Finalmente, respirei fundo e girei a maçaneta, abrindo
a porta para o quarto 7.
Cambaleei através da porta mentalmente exausto e fisicamente fraco. A porta
atrás de mim se fechou, e eu me toquei de onde estava. Eu estava fora. Não fora
como no quarto 5, eu estava realmente lá fora. Meus olhos ardiam. Eu queria
chorar. Cai de joelhos e tentei, mas não consegui. Eu estava finalmente fora
daquele inferno. Nem sequer me importava com o prêmio que foi prometido. Me
virei e vi que porta que eu tinha acabado de atravessar era a entrada. Andei
até o meu carro e dirigi para casa, pensando em o quão bom seria tomar um
banho.
Assim que cheguei em casa, me senti desconfortável. A alegria de deixar a Casa
Sem Fim tinha sumido, e um temor crescia lentamente em meu estômago. Parei de
pensar nisso e fiz meu caminho para a porta da frente. Entrei e imediatamente
subi para o meu quarto. Eu entrei lá e na minha cama estava meu gato
Baskerville. Ele foi a primeira coisa viva que eu vi aquela noite, e fui fazer
carinho nele. Ele sibilou e bateu na minha mão. Recuei em choque, ele nunca
tinha agido assim. Eu pensei "tanto faz, ele é um gato velho". Fui
para o banho e me aprontei para o que eu esperava ser uma noite de insônia.
Depois do meu banho, fui cozinhar algo. Desci as escadas e me virei para a sala
de estar, e vi o que ficaria para sempre gravado em minha mente. Meus pais
estavam deitados no chão, nus e cobertos de sangue. Foram mutilado ao ponto de
estarem quase identificáveis. Seus membros foram removidos e colocados do lado
dos seus corpos, e suas cabeças em seus peitos, olhando para mim. A pior parte
eram suas expressões. Eles sorriam, como se estivessem felizes em me ver.
Vomitei e comecei a chorar lá mesmo. Eu não sabia o que tinha acontecido, eles
nem sequer moravam comigo. Eu estava confuso. E então eu vi. Uma porta que
nunca esteve lá antes. Uma porta com um grande 8 riscado com sangue nela.
Eu continuava na casa. Estava na minha sala de estar, mas ainda assim, no
quarto 7. O rosto dos meus pais sorriram mais assim que eu percebi isso. Eles
não eram meus pais, não podiam ser. Mas pareciam exatamente como eles. A porta
marcada com um 8 estava do outro lado, depois dos corpos mutilados na minha
frente. Eu sabia que tinha que continuar, mas naquele momento eu desisti. Os
rostos sorridentes acabaram comigo, me seguravam lá onde eu estava. Vomitei
novamente e quase entrei em colapso. E então, o zumbido voltou. Estava mais
alto do que nunca, enchia a casa e tremia as paredes. O zumbido me obrigou a
andar. Comecei a andar lentamente, indo em direção a porta e aos corpos. Eu mal
conseguia ficar em pé, ainda mais andar, e quanto mais perto eu ia dos meus
pais, mais perto do suicídio eu estava. As paredes agora tremiam tanto que
parecia que desmoronariam, mas ainda assim os rostos sorriam para mim. Cada vez
que eu me movia, os olhos me seguiam. Agora eu estava entre os dois corpos, a
alguns metros da porta. As mãos desmembradas rastejaram em minha direção, o
tempo todo os rostos continuavam a me olhar fixamente. Um novo terror tomou
conta de mim e eu andei mais rápido. Eu não queria ouvir eles falarem. Não
queria que as vozes fossem iguais a dos meus pais. Eles começaram a abrir suas
bocas, e agora as mãos estavam a centímetros dos meus pés. Em um movimento
desesperado, corri até a porta, a abri, e bati com ela atrás de mim. Quarto 8.
Eu estava farto. Depois do que acabara de acontecer, eu sabia que não tinha
mais nada que essa porra de casa pudesse ter que eu não pudesse sobreviver. Não
havia nada além do fogo do inferno que eu não estava preparado. Infelizmente eu
subestimei as capacidades da Casa Sem Fim. Infelizmente, as coisas ficaram mais
perturbadoras, mais terríveis e mais indescritíveis no quarto 8.
Eu continuo tendo dificuldade me acreditar no que eu vi na sala 8. De novo, o
quarto era uma cópia do quarto 6 e 4, mas sentado na cadeira normalmente vazia,
estava um homem. Depois de alguns segundos de descrença, minha mente finalmente
aceitou o fato de que o homem sentado lá era eu. Não alguém que parecia comigo,
ele era David Williams. Me aproximei. Eu tinha que dar uma olhada melhor, mesmo
tendo certeza disso. Ele olhou para mim e notei lágrimas em seus olhos.
"Por favor.... por favor, não faça isso. Por favor, não me machuque."
"O que?" Eu disse. "Quem é você? Eu não vou te machucar."
"Sim, você vai" Ele soluçava agora. "Você vai me machucar e eu
não quero que você faça isso." Ele colocou suas pernas para cima na
cadeira e começou a se balançar para frente e para trás. Foi realmente bem
patético de olhar, principalmente por ele ser eu, idêntico em todos os
sentidos.
"Escute, quem é você?" Eu estava agora apenas a alguns metros do meu
doppelganger. Foi a mais estranha experiência que eu tive, estar lá falando
comigo mesmo. Eu não estava assustado, mas ficaria logo. "Por que
você-?"
"Você vai me machucar, você vai me machucar, se você quer sair você vai me
machucar"
"Por que você está falando isso? Apenas se acalme, certo? Vamos tentar
entender isso e-" E então eu vi. O David sentado lá estava usando as
mesmas roupas que eu, exceto por uma pequena mancha vermelha bordada em sua
camisa com um número 9"
"Você vai me machucar, você vai me machucar, não, por favor, você vai me
machucar..."
Meus olhos não deixaram o pequeno número no seu peito. Eu sabia exatamente o
que era. As primeiras portas foram simples, mas depois elas ficaram mais ambíguas.
7 foi arranhada na parede pelas minhas próprias mãos. 8 foi marcada com o
sangue dos meus pais. Mas 9 - esse número era uma pessoa, uma pessoa viva. E o
pior, era uma pessoa que parecia exatamente comigo.
"David?" Eu tive que perguntar.
"Sim... você vai me machucar, você vai me machucar..." Ele continuo a
soluçar e a se balançar. Ele respondeu ao David. Ele era eu, até a voz. Mas
aquele 9. Eu andei por alguns minutos enquanto ele chorava em sua cadeira. O
quarto não tinha nenhuma porta, e assim como o 6, a porta da qual eu vim tinha
sumido. Por alguma razão, eu sabia que arranhar não me levaria a nenhum lugar
dessa vez. Estudei as paredes e o chão em volta da cadeira, abaixando a minha
cabeça e vendo se tinha algo embaixo dela. Infelizmente, tinha. Embaixo da
cadeira tinha uma faca. Junto com ela tinha uma nota onde se lia: Para David -
Da Gerência.
A sensação em meu estômago quando eu li a nota foi algo sinistro. Eu queria
vomitar, e a última coisa que eu queria fazer era remover a faca debaixo da cadeira.
O outro David continuava a soluçar incontrolavelmente. Minha mente girava em
volta de questões sem respostas. Quem colocou isso aqui e como sabiam meu nome?
Sem mencionar o fato de que eu estava ajoelhado no chão frio e também estava
sentado naquela cadeira, soluçando e pedindo para não ser machucado por mim
mesmo. Isso tudo era muito para processar. A casa e a gerência estavam
brincando comigo esse tempo todo. Meus pensamentos, por alguma razão, foram
para Peter, e se ele chegou tão longe ou não. E se ele chegou, se ele conheceu
um Peter Terry soluçando nesta cadeira, se balançando para frente e para trás.
Eu expulsei esses pensamentos da minha cabeça, eles não importavam. Eu peguei a
faca debaixo da cadeira e imediatamente o outro David se calou.
"David," ele disse na minha voz, "o que você pensa que vai
fazer?"
Me levantei do chão e apertei a faca na minha mão.
"Eu vou sair daqui."
David continuava sentado na cadeira, mas estava bem calmo agora. Ele olhou pra
mim com um sorriso fraco. Eu não sabia se ele iria rir ou me estrangular.
Lentamente ele se levantou da cadeira e ficou de frente para mim. Era estranho.
Sua altura e até a maneira que ele estava eram iguais a mim. Eu senti o cabo de
borracha da faca na minha mão e apertei ela mais forte. Eu não sabia o que
planejava fazer com isso, mas sentia que eu ia precisar dela.
"Agora" sua voz era um pouco mais profunda que a minha. "Eu vou
te machucar. Eu vou te machucar e eu vou te manter aqui" Eu não respondi.
Eu apenas o ataquei e o segurei no chão. Eu tinha montado nele e olhei para
baixo, faca apontada e preparada. Ele olhou para mim apavorado. Era como se eu
estivesse olhando para um espelho. E então, o zumbido retornou, baixo e
distante, mas ainda assim eu o sentia no meu corpo. David olhou mim e eu olhei
para mim mesmo. O zumbido foi ficando mais alto, e eu senti algo dentro de mim
se romper. Com apenas um movimento, eu enfiei a faca na marca em seu peito e
rasguei. A escuridão inundou o quarto, e eu estava caindo.
A escuridão em volta de mim era diferente de tudo que eu já tinha experimentado
até aquele ponto. O Quarto 3 era escuro, mas não chegou nem perto dessa que
tinha me engolido completamente. Depois de um tempo, eu não tinha nem mais
certeza se continuava caindo. Me sentia leve, coberto pela escuridão. E então,
uma tristeza profunda veio até mim. Me senti perdido, deprimido, suicida. A
visão dos meus pais entrou na minha mente. Eu sabia que não era real, mas eu
tinha visto aquilo, e a mente tem dificuldades em diferenciar o que é real e o
que não é. A tristeza só aumentava. Eu estava no quarto 9 pelo que parecia
dias. O quarto final. E era exatamente o que isso era, o fim. A Casa Sem Fim
tinha um final, e eu tinha alcançado isso. Naquele momento, eu desisti. Eu
sabia que eu estaria naquele estado pra sempre, acompanhado por nada além da
escuridão. Nem o zumbido estava lá para me manter são. Eu tinha perdido todos
os sentidos. Não conseguia sentir eu mesmo. Não conseguia ouvir nada, a visão
era inútil aqui, e eu procurei por algum gosto na minha boca e não achei nada.
Me senti desencarnado e completamente perdido. Eu sabia onde eu estava. Isso
era o inferno. O Quarto 9 era o inferno. E então aconteceu. Uma luz. Uma dessas
luzes estereotipadas no fim do túnel. Então eu senti o chão vir até mim, eu
estava em pé. Depois de um momento ou dois para reunir meus pensamentos e
sentidos, eu andei lentamente em direção a essa luz.
Assim que eu me aproximei da luz, ela tomou forma. Era uma luz saindo da fenda
de uma porta, dessa vez sem nenhuma marca. Eu lentamente andei através da porta
e me encontrei de volta onde eu comecei, no lobby da Casa Sem Fim. Estava
exatamente como eu deixei. Continuava vazia, continuava decorada com enfeites
infantis de Halloween. Depois de tudo o
que aconteceu aquela noite, eu continuava desconfiado de onde eu estava. Depois
de alguns momentos de normalidade, eu olhei em volta tentando achar qualquer
coisa diferente. Na mesa estava um envelope branco com o meu nome escrito nele.
Muito curioso, mas ainda assim cauteloso, juntei coragem para abrir o envelope.
Dentro estava uma carta escrita à mão.
David Williams,
Parabéns! Você chegou ao final da Casa Sem Fim! Por favor, aceite esse prêmio
como um símbolo da sua grande conquista.
Da sua eterna,
Gerência
Junto com a carta, tinham cinco notas de 100 dólares.
Eu não conseguia parar de rir. Eu ri pelo que pareceram horas. Eu ri enquanto
andava até o carro e ri enquanto dirigia pra casa. Eu ri enquanto estacionava o
carro na minha garagem, ri enquanto abria a porta da frente da minha casa e ri
quando vi um pequeno 10 gravado na madeira.